MONITOR DE SECAS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2021

SÍNTESE DO TRAÇADO DO MONITOR DE SECAS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2021

Este documento descreve, resumidamente, as maiores variações apresentadas no Mapa do Monitor de Secas do mês de fevereiro de 2021 (Figura 1b) em comparação ao mês anterior (Figura 1a). Os destaques são feitos por Região e por Unidade da Federação, acompanhando-se o surgimento, desaparecimento, evolução ou involução do fenômeno da seca em cada uma dessas áreas.

 

 

Figura 1 - Monitor de Secas: (a) janeiro/2021; (b) fevereiro/2021.

Figura 1 – Monitor de Secas: (a) janeiro/2021; (b) fevereiro/2021.

 

Na Região Nordeste, observou-se piora na condição de seca, marcada pelo aumento das áreas com seca fraca (S0) e/ou moderada (S1) em parte dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, devido às chuvas abaixo da média ao longo dos últimos meses. Por outro lado, devido às anomalias positivas de precipitação no mês de fevereiro, houve uma redução da área com seca fraca (S0) no Maranhão e atenuação do grau de severidade da seca entre os estados da Bahia e Piauí, que passou de grave (S2) para moderada (S1).

Na Região Sudeste, em função das chuvas acima da média, houve recuo da seca fraca (S0) em todos os estados, além do abrandamento da seca em áreas de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Em contrapartida, no norte paulista a seca grave (S2) avançou em função da piora nos indicadores.

Na Região Sul, observou-se uma atenuação do grau de severidade da seca na região sul do Rio Grande do Sul, no nordeste de Santa Catarina e no sudoeste do Paraná, devido às chuvas acima da média nos últimos meses.

Nas demais áreas cobertas pelo Monitor, destacam-se os recuos das secas grave (S2) e moderada (S1) em Mato Grosso do Sul, Tocantins e Goiás, além do recuo da seca extrema (S3) no norte de Mato Grosso do Sul. Observou-se também o desaparecimento da seca fraca (S0) no Distrito Federal, em decorrência de anomalias positivas de precipitação.

Em Alagoas, houve expansão da área com seca moderada (S1) no centro-sul, em decorrência dos desvios negativos de precipitação no último trimestre. Os impactos são predominantemente de curto prazo (C).

Na Bahia, observou-se uma expansão da área com seca fraca (S0) no nordeste e centro do estado, em decorrência de chuvas abaixo da média no últimos meses. Por outro lado, devido às anomalias positivas de precipitação, em fevereiro, houve  atenuação da condição de seca no noroeste do estado, que passou de grave (S2) para moderada (S1), e também no extremo sudoeste (divisa com Goiás e Minas Gerais), onde a seca passou de moderada (S1) para fraca (S0). Os impactos são de curto prazo (C) no centro-leste e parte do oeste, e de curto e longo prazo (CL) nas demais áreas.

No Ceará, houve avanço da seca fraca (S0) em direção ao litoral e da seca moderada (S1) no leste, devido à piora nos indicadores de seca. Permanecem os impactos de curto e longo prazo (CL) na porção central do estado e de curto prazo (C) nas demais áreas.

No Distrito Federal, devido às chuvas acima da média, houve o desaparecimento da seca fraca (S0) em todo o território.

No Espírito Santo, em virtude das anomalias positivas de precipitação, houve uma expressiva diminuição na área com seca fraca (S0), além do abrandamento da seca na porção nordeste  do estado, que passou de moderada (S1) para fraca (S0). Os impactos permanecem de curto prazo (C).

Em Goiás, ocorreu recuo da seca grave (S2) na região central e da seca moderada (S1) no nordeste do estado, em consequência da melhora nos indicadores de seca. Os impactos permanecem de curto prazo (C) no leste e de curto e longo prazo (CL) nas demais áreas.

No Maranhão, houve recuo da área com seca fraca (S0) no norte do estado, resultante da melhora nos indicadores de seca. Os impactos permanecem de curto e longo prazo (CL) no centro e sul, e de curto prazo (C) no restante do estado.

Em Minas Gerais, houve recuo da seca fraca (S0) no centro-leste, da seca moderada (S1) no noroeste e da seca grave (S2) no Triângulo mineiro, devido às anomalias positivas de precipitação. Os impactos são de curto prazo (C) no noroeste e nordeste, e longo prazo (CL) nas demais áreas.

Em Mato Grosso do Sul, em função das anomalias positivas de precipitação ocorridas nos últimos três meses, houve melhora na condição de seca em várias áreas, com destaque para o recuo das secas extrema (S3) no noroeste, grave (S2) no centro-norte, e moderada (S1) no oeste do estado. Os impactos permanecem de longo prazo (L) no sudeste e de curto e longo prazo (CL) nas demais áreas do estado.

Na Paraíba, houve avanço da área com seca moderada (S1) na área central, em razão das chuvas abaixo da média. Os impactos da seca permanecem de curto e longo prazo (CL) na porção central, e de curto prazo (C) no restante do estado.

No Paraná, houve o recuo da seca grave (S2) no sudoeste do estado, em função da anomalia positiva de precipitação dos últimos três meses. Os impactos permanecem de curto e longo prazo (CL) em uma porção ao norte e no extremo sul, e de longo prazo (L) no restante do estado.

Em Pernambuco, ocorreu expansão da área com seca moderada (S1) na região central, devido às anomalias negativas de precipitação. Os impactos são de curto e longo prazo (CL) no sudoeste e nordeste do estado, e de curto prazo (C) nas demais áreas.

No Piauí, houve um abrandamento no grau de severidade da seca no extremo sul, que passou de grave (S2) para moderada (S1), devido às anomalias positivas de chuvas. Por outro lado, houve um pequeno aumento da área com seca fraca (S0) no extremo norte, por conta da ocorrência de chuvas abaixo da média nessa região. Os impactos continuam de curto e longo prazo (CL) no centro e sul, e de curto prazo (C) nas demais áreas.

No Rio de Janeiro, em razão das anomalias positivas de precipitação e melhora nos indicadores, houve diminuição da área com seca fraca (S0) no norte do estado e o abrandamento da seca em uma pequena porção no noroeste, que passou de moderada (S1) para fraca (S0). Os impactos da seca são apenas de curto prazo (C).

No Rio Grande do Norte, houve expansão da área com seca moderada (S1) para oeste e norte, devido às precipitações abaixo da média no último trimestre. Os impactos permanecem de curto e longo prazo (CL) em parte do Seridó e Borborema, e de curto prazo (C) nas demais áreas.

No Rio Grande do Sul, devido às anomalias positivas de precipitação, houve recuo da seca grave (S2) e atenuação no grau de severidade da seca em áreas do sul do estado. Os impactos são de longo prazo (L) no nordeste e de curto e longo prazo (CL) nas demais áreas.

Em Santa Catarina, houve o recuo das secas fraca (S0) e moderada (S1) no nordeste do estado, em função da ocorrência de chuvas acima da média. Os impactos permanecem de curto e longo prazo (CL) no oeste e de longo prazo (L) nas demais áreas.

Em São Paulo, houve avanço da seca grave (S2) no norte do estado, em consequência das anomalias negativas de chuva e das  temperaturas acima da média observadas em fevereiro. Em contrapartida, houve o recuo da seca fraca (S0) no nordeste, em função da melhora nos indicadores. Os impactos são de longo prazo (L) no sudoeste e sudeste e de curto e longo prazo (CL) no restante do estado.

Em Sergipe, houve expansão da área com seca grave (S2) no noroeste e da área com seca moderada (S1) no sul e nordeste do estado, resultado das chuvas abaixo da normalidade nos últimos meses. Os impactos são de curto e longo prazo (CL) no centro-oeste, e de curto prazo (C) nas demais áreas do estado.

 

No Tocantins, ocorreu uma diminuição da área com seca grave (S2) no centro do estado e recuo da seca moderada (S1) no sudoeste, devido às chuvas acima da média. Os impactos permanecem de curto prazo (C) no sudeste do estado, e de curto e longo prazo (CL) nas demais áreas.

Para o traçado do mapa do Monitor de Secas de fevereiro de 2021, foram utilizadas as considerações feitas na videoconferência realizada no dia 10/03/2021 por representantes da ANA e das instituições autoras: INEMA-BA, APAC-PE, FUNCEME-CE, IGAM-MG e INCAPER-ES. Na etapa de validação do mapa, diversas instituições estaduais parceiras contribuíram com dados complementares de suas redes de monitoramento e/ou informações de campo repassadas pelos observadores de impactos locais. Os trabalhos foram coordenados pela equipe da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, Instituição Central do Programa Monitor de Secas.

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