MONITOR DE SECAS DO MÊS DE MAIO DE 2022

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Síntese do Traçado do Monitor de Secas do Mês de Maio de 2022

Este documento descreve, resumidamente, as maiores variações apresentadas no Mapa do Monitor de Secas do mês de maio de 2022 (Figura 1b) em comparação ao mês anterior (Figura 1a). Os destaques são feitos por Região e por Unidade da Federação, acompanhando-se o surgimento, desaparecimento, evolução ou involução do fenômeno da seca em cada uma dessas áreas.

 

Figura 1 - Monitor de Secas: (a) abril/2022; (b) maio/2022.

Figura 1 – Monitor de Secas: (a) abril/2022; (b) maio/2022.

 

Na Região Nordeste, devido às chuvas acima da média no último mês, houve o recuo das secas moderada (S1) e fraca (S0) no leste da Paraíba e de Pernambuco, bem como a suavização da seca em Alagoas e Sergipe, que passou de moderada (S1) para fraca (S0), e numa porção entre o Rio Grande do Norte e Paraíba, que passou de grave (S2) para moderada (S1). Por outro lado, em decorrência da piora nos indicadores, houve o avanço da seca fraca (S0) no oeste baiano e sul do Piauí.

Na Região Sudeste, devido às anomalias negativas de chuva e piora nos indicadores, houve aumento da área com seca fraca (S0) no Espírito Santo e em Minas Gerais.

Na Região Sul, em função de chuvas bem acima da média, Santa Catarina destaca-se pela melhora da situação de seca em todo o território, em especial pela atenuação da seca no oeste, que passou de grave (S2) para fraca (S0), e o recuo da seca fraca (S0) no leste do estado, que passou à condição de sem seca relativa. Além disso, houve diminuição das áreas com seca grave (S2) no Rio Grande do Sul e no Paraná, onde também ocorreu recuo da seca moderada (S1).

Na Região Centro-Oeste, a seca fraca (S0) avançou nos estados de Goiás e Mato Grosso, em decorrência de chuvas abaixo da normalidade. Por outro lado, as chuvas acima da média no último trimestre favoreceram o recuo das secas extrema (S3) e grave (S2) no sudoeste de Mato Grosso do Sul.

No Tocantins, único estado da Região Norte monitorado até agora, houve aumento das áreas com seca fraca (S0) no norte, leste e sul, em função da piora nos indicadores.

Em Alagoas, devido às anomalias positivas de precipitação nos últimos três meses o estado deixou de registrar seca moderada (S1) e a seca fraca (S0) recuou no oeste do estado. Os impactos continuam de longo prazo (L).

Na Bahia, houve o avanço da seca fraca (S0) no oeste, devido às chuvas abaixo da média nos últimos meses. Por outro lado, a seca moderada (S1) recuou no norte do estado, devido às chuvas acima da normalidade. Os impactos são de longo prazo (L) no norte, curto e longo prazo (CL) no extremo oeste, e de curto prazo (C) no restante do estado.

No Ceará, devido às chuvas acima da média no último mês, houve um pequeno recuo da seca fraca (S0) na porção central do estado. Os impactos continuam de longo prazo (L).

No Distrito Federal, os indicadores de seca persistem na condição de seca fraca (S0) de curto prazo (C).

No Espírito Santo, houve o avanço da seca fraca (S0) na região sul do estado, em virtude das anomalias negativas de chuva. Os impactos são de curto prazo (C).

Em Goiás, houve avanço da seca fraca (S0) no norte, e da seca moderada (S1) no centro do estado, devido à piora nos indicadores. Os impactos são de curto prazo (C) no norte e nordeste, e de longo prazo (L) no restante do estado.

No Maranhão, apesar das chuvas em maio terem ficado abaixo da média em grande parte do estado, os indicadores não mostraram mudança na condição de seca em relação ao mês anterior. Os impactos permanecem de curto prazo (C).

Em Minas Gerais, devido às chuvas abaixo da normalidade, houve surgimento de seca fraca (S0) na divisa com o Espírito Santo e avanço da seca fraca (S0) no noroeste e norte do estado. Os impactos são de curto prazo (C) no noroeste, centro e leste; e seguem de longo prazo (L) nas demais áreas.

Em Mato Grosso, devido às anomalias negativas de chuva, houve avanço da seca fraca (S0) no centro-oeste e leste, e da seca grave (S2) no sul do estado.  Os impactos são de longo prazo (L) no sul, de curto e longo prazo (CL) no extremo oeste e noroeste, e de curto prazo (C) no restante do estado.

Em Mato Grosso do Sul, em virtude das anomalias positivas de precipitação nos últimos três meses, houve o recuo das secas extrema (S3) e grave (S2) no sudoeste, bem como um pequeno recuo da seca moderada (S1) no extremo sul do estado. Os impactos permanecem de curto e longo prazo (CL) no sudoeste, oeste e leste, e de longo prazo (L) no restante do estado.

Na Paraíba, devido às chuvas bem acima da média, a seca grave (S2) deixou de ser registrada no estado, e houve recuo das secas moderada (S1) e fraca (S0) no leste. Os impactos permanecem de longo prazo (L).

No Paraná, as chuvas muito acima da média contribuíram para a melhora nos indicadores, favorecendo o abrandamento da seca, que passou de grave (S2) para fraca (S0) no sudoeste; e de moderada (S1) para fraca (S0) no oeste, centro e leste, incluso a Região Metropolitana de Curitiba. Os impactos permanecem de curto e longo prazo (CL) no norte, e de longo prazo (L) nas demais áreas.

Em Pernambuco, devido às chuvas bem acima da média, houve recuo das secas moderada (S1) e fraca (S0) no centro-leste do estado. Os impactos permanecem de longo prazo (L).

No Piauí, devido às chuvas abaixo da média no mês de maio, a seca fraca (S0) avançou no sul do estado. Os impactos são de curto prazo (C) no sul e de longo prazo (L) nas demais áreas.

No Rio de Janeiro, os indicadores não apontam mudanças em relação ao mês anterior, por isso, segue o registro das secas moderada (S1) e fraca (S0) no sul do Estado, divisa com São Paulo. Os impactos permanecem de longo prazo (L).

No Rio Grande do Norte, devido às chuvas acima da média e melhora nos indicadores, o estado deixou de registrar seca grave (S2) e houve o recuo da seca moderada (S1) no leste do estado. Os impactos permanecem de longo prazo (L).

No Rio Grande do Sul, devido às anomalias positivas de precipitação, houve o abrandamento da seca, que passou de grave (S2) para moderada (S1) no noroeste e de moderada (S1) para fraca (S0) no norte. Além disso, houve recuo da seca fraca (S0) no extremo nordeste. Os impactos são de longo prazo (L).

Em Santa Catarina, as chuvas muito acima da normalidade contribuíram para a melhora nos indicadores, favorecendo o abrandamento da seca, que passou de grave (S2) para fraca (S0) no oeste; e de moderada (S1) para fraca (S0) na porção central. Além disso, a seca fraca (S0) recuou no leste do estado, que passou à condição de sem seca relativa. Os impactos permanecem de longo prazo (L).

Em São Paulo, não houve alteração na condição de seca em relação ao mês anterior. Os impactos continuam de longo prazo (L) no norte, sudeste e no extremo nordeste, e de curto e longo prazo (CL) no restante do estado.

Em Sergipe, em decorrência das chuvas acima da média no mês de maio, a seca moderada (S1) deixou de ser registrada no estado e a seca fraca (S0) recuou no leste. Os impactos permanecem de longo prazo (L).

No Tocantins, houve o avanço da seca fraca (S0) no norte, leste e sul, devido à piora nos indicadores. Os impactos são de longo prazo (L) no oeste, de curto e longo prazo (CL) no sudeste, e de curto prazo (C) nas demais áreas.

Para o traçado do mapa do Monitor de Secas de maio de 2022, foram utilizadas as considerações feitas na videoconferência realizada no dia 09/06/2022 por representantes da ANA e das instituições autoras: INEMA-BA, APAC-PE, FUNCEME-CE, IGAM-MG, INCAPER-ES, SEMAD-GO, SEMARH-TO e SIMEPAR-PR. Na etapa de validação do mapa, diversas instituições estaduais parceiras contribuíram com dados complementares de suas redes de monitoramento e/ou informações de campo repassadas pelos observadores de impactos locais. Os trabalhos foram coordenados pela equipe da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, Instituição Central do Programa Monitor de Secas.

 

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